Tieróide: fonte de energia: Responsável pela produção de hormônios, a glândula merece cuidados especiais.

Tieróide


A tireóide é considerada uma das glândulas mais importantes do nosso corpo. "Ela é responsável pela produção de hormônios que regulam o bom funcionamento do organismo, em outras palavras, ela nos dá energia. Encontrando-se bem, o indivíduo tem o seu físico, metal e emocional bem estruturado", explica a Dra. Márcia Helena Azzi Camargo.
"As enfermidades que a acometem são: Hipotireoidismo que é a falta de hormônio tireoidiano, causando cansaço, esquecimento, dores musculares, sonolência e aumento de peso. Já o Hipertireoidismo é o excesso desse hormônio causando ansiedade, nervosismo, insônia e sintomas de palpitação. Em ambos os casos, é preciso tratamento clínico. Se o paciente portador do hipotireoidismo não apresenta melhora no decorrer de um ano, é preciso partir para a cirurgia ou aplicação de iodo radioativo", relata Dra. Márcia.
O iodo é fundamental para a formação do hormônio tireoidiano. "Por isso, a existência do sal iodado. Em algumas regiões do País que não se utilizam desse sal, as pessoas podem desenvolver o bócio, que é o crescimento exagerado da glândula que produz rouquidão, dificuldade em engolir e perda da voz”, explica Dra. Marica.
A maioria das doenças são genéticas, portanto, é importante realizar exames pelo menos uma vez por ano. “Esta rotina deve começar desde o nascimento, e nas fases mais importantes como, a puberdade, a pós-gravidez e a menopausa. É interessante ressaltar a necessidade do exame também para quem vai começar uma dieta. Muitas vezes a pessoa dá início a um regime e não terá energia para concluí-lo”, afirma.
Todos os exames são feitos através da coleta sanguínea. Caso seja apontado algum distúrbio, o paciente será encaminhado para realizar exames específicos.

Broncoscopia: O exame que avalia internamente a árvore respiratória

Broncoscopia


O que é a broncoscopia?


A broncoscopia envolve a visualização do trato respiratório superior e inferior contribuindo para o diagnóstico e tratamento de um grande número de doenças inflamatórias, infeciosas e malignas. A broncoscopia pode ser utilizada para a coleta de espécimes de tecido (escovado, biópsia, ou punção), coleta de amostras celulares (lavado broncoalveolar), ou remoção de tecido anormal endobrônquico (laser, eletrocautério). A broncoscopia poderá ser realizada com o broncoscópio rígido, o broncoscópio flexível e o vídeo-broncofibroscópio.

A broncoscopia flexível por ser realizada com um aparelho constituído por fibras ópticas é menos agressiva para o paciente, permitindo também, uma maior área de observação da arvore brônquica. A realização da broncoscopia exige um treinamento especializado em centro capacitado.

Indicações


Existem várias indicações para a realização de uma broncoscopia. Algumas são clássicas, e várias novas indicações surgem, nos mostrando o grande avanço para a Pneumologia deste método diagnóstico.

Broncoscopia Diagnóstica


· Investigação tosse crônica, sibilos localizados, hemoptise ou estridor;
· Coleta de material do trato respiratório inferior (citologia, histologia, microbiologia);
· Presença de lesões de etiologia desconhecida em radiografia de tórax;
· Citologia de escarro suspeita ou positiva;
· Avaliação de injúria do trato respiratório por inalação ou aspiração; e.
· Avaliação da localização do tubo endotraqueal ou traqueostomia.


Broncoscopia terapêutica


· Tratamento de estenose traqueal;
· Toalete brônquica em atelectasias lobares e segmentares;
· Colocação de próteses endobrônquicas;
· Remoção de corpo estranho em vias aéreas (broncoscopio rígido é o preferido);
· Recanalização endobrônquica (laser, eletrocautério);
· Colocação de cateteres para braquiterapia; e
· Fechamento de fistulas bronco-pleural.

Contra-indicações


A broncoscopia flexível deverá ser realizada sempre que os benefícios superem os riscos. O exame tem baixa mortalidade e morbidade.

As contra-indicações absolutas são em pequeno número e incluem:


· Ausência de um broncoscopista treinado, ou a não existência de um supervisor;
· Ausência de consentimento do paciente, exceto em caráter de urgência, e em risco de vida;
· Ausência de condições de trabalho que não permitam um atendimento de emergência se necessário;
· Impossibilidade de manter boa oxigenação durante o procedimento;
· Doenças hemorrágicas;
· Doença pulmonar obstrutiva crônica grave;
· Hipoxemia grave não corrigida; e
· Instabilidade hemodinâmica.

As contra-indicações relativas são:


· Abscesso pulmonar;
· Crise asmática;
· Insuficiência coronariana aguda ou instável;
· Obstrução parcial da traquéia;
· Uremia;
· Hipertensão arterial pulmonar;
· Síndrome da veia cava superior;
· Má nutrição, ou senilidade; e
· Hipoxemia moderada.

Complicações


A grande maioria das complicações é previsível e bem controlada pelo broncoscopista.

As principais complicações são:

· Efeitos adversos das medicações utilizadas antes, e durante o exame;
· Hipoxemia e hipercapnia: oxigenação insuficiente do sangue;
· Broncoespasmo: estreitamento das vias aéreas;
· Hipotensão arterial sistêmica: queda de pressão;
· Pneumotórax: o ar passa do pulmão para a cavidade torácica;
· Hemoptise: expelir sangue através da boca;
· Epistaxes: expelir sangue através do nariz;
· Fenômenos vagais: suadeira e desmaios; e
· Infecções.

Cremes dentais naturais são tema em Congresso de Odontologia

Cremes dentais


Preparados à base de substâncias de origem natural, os cremes dentais naturais são tema de palestras no 20° Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, que acontece no Palácio de Convenções do Anhembi, de 27 a 31 de janeiro/2002. Além de cuidar da limpeza de dentes e gengivas, os cremes sem substância sintética promovem uma ampla terapia bucal. Preventivos, reparadores e profiláticos, são elaborados com extrato de plantas, minerais e óleos essenciais. Previnem a ocorrência de inflamações, gengivites e a desmineralização dos dentes (processo que enfraquece o esmalte), ajudando na auto-regeneração dos tecidos das gengivas, de forma natural.

Os produtos são elaborados com fórmulas especiais que protegem a saúde do ser humano, sem agredir a natureza. Não empregam substâncias sintéticas que são utilizadas habitualmente em cremes dentais e em xampus, para fazer espuma.

A Weleda, um dos fabricantes de cremes naturais, prefere o efeito não espumante, a fim de preservar a mucosa bucal (delicada e permeável) de possíveis efeitos nocivos que as substâncias sintéticas podem causar, ao longo dos anos, já que são de uso diário. O flúor, cujo excesso pode causar a doença fluorose, também não entra na composição dos cremes dentais, pois o flúor já está contido na água de beber e em muitos alimentos, suprindo suficientemente as necessidades do organismo.

Quem estiver interesse no tema não deve perder a palestra "Odontologia Integral: princípios, terapias e medicações naturais", proferida pela dra. Célia Regina Lulo Galitesi, às 14:30 h do dia 30.

Peixes Ornamentais

Peixes Ornamentais


Os amantes da arte de criar peixes ornamentais, os aquariófilos, atribuem ao seu hobby poderes de relaxamento e harmonia com a natureza. A criação de peixes ornamentais é muito mais simples do que se imagina e mais barata do que o custo e manutenção de um cão. Existem ainda aquários e peixes para todos os tipos de gosto e bolso. Se você está pensando em se tornar um aquariófilo, não deixe de ler as dicas abaixo para neófitos (iniciantes) e boa sorte.

Qual o tamanho do aquário?


Os fatores que determinam o tamanho do aquário são o espaço disponível no ambiente, a quantidade e tamanho dos peixes e plantas que se pretender por nele. É aconselhável um aquário com dimensões mínimas de 60 cm de largura, 35 cm de altura e 35 cm de profundidade. Ao contrário do que parece o mais óbvio, quanto maior for o aquário, melhor será a sua estabilidade biológica e mais simples se torna a sua manutenção.

Qual o espaço necessário para o peixe?


O volume do aquário deve ser de um litro de água por cada cm de peixe adulto. Se houver mais de um, os peixes têm que ser pacíficos e harmônicos entre si.

Qual a forma do aquário?


Os aquários podem ter formas variadas. A sua base pode ser circular, octogonal e triangular. A base retangular é mais recomendada para neófitos. Compare vários tamanhos e, uma vez escolhido e para maior segurança, encha-o com água e deixe-o 2 ou 3 dias, antes de começar a sua decoração.

Quais os tipos de materiais do aquário?


Aquários com armação em alumínio - tipo de aquário com as arestas limitadas por uma moldura estável em alumínio e os vidros posicionados e fixos com silicone. Esta construção é segura contra golpes e os seus vidros podem ser um pouco mais finos, sem qualquer prejuízo.

Aquários de vidro, sem moldura - não tem armação. A espessura dos vidros, o acabamento do trabalho e a qualidade do material de fixação são importantes para sua segurança.

Aquários de vidro, de uma só peça - são mais delicados. A sua capacidade não deverá exceder os 20 litros.

Localização, instalações e cuidados


Localização - escolha o local para o seu aquário, antes de enchê-lo, para que não fique muito pesado. A superfície do local deve ser plana para se evitar desníveis ou acidentes. Evite a proximidade de janelas porque a luminosidade inadequada atrapalha os peixes e a beleza do aquário.

Instalações - se o aquário tiver algum acessório elétrico, localize-o próximo de um ponto de força.

Cuidados - limpe o aquário com esponja e evite o uso de detergentes; em seguida, enxugue-o cuidadosamente, antes de reutilizá-lo. Deve-se manter a temperatura do aquário entre 24 e 26ºC e o pH, entre 6,5 e 7,5.

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A maioria dos peixes de aquário é de cardume e, por esta razão, é incorreto comprá-los individualmente ou aos pares. Recomenda-se a compra de 6 ou 8 exemplares de cada espécie e, para começar, 2 ou 3 espécies. Esta combinação é vantajosa não só do ponto de vista estético, mas, também, do ponto de vista ecológico das espécies, o que torna a manutenção mais simples.

Peixes mais apropriados para iniciantes


Lebistes - são peixes muito resistentes, bem adaptados, tranqüilos e multicores. Nadam no terço superior do aquário.

Tetras - são peixes fáceis de manter e atraentes. Fazem as suas brincadeiras na zona média do aquário, sendo muito interessante o seu acasalamento e comportamento defensivo.

Coridoras - são peixes muito tranqüilos e pacíficos. Costumam revolver a areia no fundo do aquário.

Barbos - são peixes multicores, robustos e de fácil adaptação. O seu comportamento pode ser temperamental.

Cíclidos anões - são peixes dóceis que aceitam facilmente a convivência com outras espécies.

Anabántidos - são peixes belos e multicoloridos que podem respirar o oxigênio dissolvido na água e no ar. Preferem aquários com vegetação exuberante.

Betas combatentes - seu nome advém do comportamento de defesa territorial, que não permite a coabitação de dois machos no mesmo aquário. Pode-se criar um macho com várias fêmeas, mas outros peixes não têm lugar no mesmo aquário.

Combinações recomendáveis

Lebistes, Tetras, Coridoras e Anabántidos. Ou Barbos, Coridoras e Cíclidos anões.

Rinite Alérgica

Rinite Alérgica


O que é Rinite Alérgica?


Uma pessoa quando fica gripada apresenta obstrução nasal, espirros e coriza, pois seu organismo está tentando protegê-la, impedindo que os vírus alcancem seus pulmões através do ar.

O nariz é um dos componentes das vias respiratórias, sendo o primeiro local por onde a ar passa até alcançar os pulmões. Dentre outras atribuições, é responsável pela limpeza, umidificação e aquecimento do ar inspirado.

Para exercer esta função corretamente, o nariz possui um complexo mecanismo de defesa, o qual, ao entrar em contato com alguma substância tóxica desencadeia uma resposta que impedirá esta substância de alcançar os pulmões. Através do surgimento de obstrução nasal teremos o bloqueio da passagem deste agente agressor, e dos espirros e coriza a remoção desta substância. Isto é normal e todas as pessoas ao entrarem em contato com algumas substâncias tóxicas apresentam estes sintomas.

Alergia, na realidade, não significa falta de defesa do organismo, mas muito pelo contrário, é uma defesa exagerada contra agentes que não são potencialmente agressivos ao ser humano. Ou seja, uma pessoa alérgica é aquela que é hiperreativa a determinada substância que para uma pessoa normal não despertaria nenhuma resposta. O sistema imunológico das pessoas alérgicas, por características genéticas, interpreta que determinada substância é tóxica, e que ele precisa proteger o organismo de sua entrada. É por isto que algumas pessoas, convivem normalmente com fatores que causam a alergia, como a poeira de casa, sem ter sintomas, ao passo que outras pessoas ao entrarem em contato com esta mesma poeira podem ter rinite e asma.

O paciente alérgico não nasce hiperreativo (com alergia), mas sim com a capacidade de sensibilizar-se a determinado fator. Tornar-se sensível significa passar a ter uma resposta de defesa a uma substância que antes era tolerada. Isto significa que podemos conviver com determinada substância por muitos anos, e vir a desenvolver sintomas apenas tardiamente.

Esta característica é herdada dos pais. Quando um homem e uma mulher alérgicos tem um filho, a chance desta criança ser alérgica é de cerca de 50%. Por outro lado, mesmo que nenhum dos pais apresente alergia, a criança ainda assim pode vir a ter.

Este tipo de alergia pode se apresentar como rinite, conjuntivite, asma e alguns tipos de alergia de pele. Porém a forma mais comum é a rinite. Cerca de 10 a 25% das pessoas sofrem de rinite alérgica.

Quais os sintomas da Rinite Alérgica?


Os sintomas que os pacientes portadores de rinite alérgica apresentam são obstrução nasal (entupimento), coriza, espirros (algumas vezes o paciente espirra mais 20 vezes seguidas) e coceira no nariz. Esta coceira pode ser na garganta ou nos olhos.

Além disto à rinite alérgica, pode causar outros problemas, como otites (inflamação dos ouvidos), sinusites (inflamação de cavidades existentes na face) e roncos (pelo entupimento do nariz) que faz com que o paciente não durma bem à noite. O paciente só vai apresentar estes sintomas quando estiver em contato com as substâncias aos quais é alérgico. Estas substâncias recebem o nome de alérgenos. Quanto maior o contato, mais intensos tendem a ser os sintomas.

Todos os doentes apresentam estes sintomas minutos após o contato com o alérgeno, e cerca de metade deles terão novamente sintomas cerca de 4 a 6 horas depois.

Quais as causas da Rinite Alérgica?


Muitas substâncias podem causar alergia como a poeira de casa, pólens e alguns alimentos. Aqui no Brasil é a poeira domiciliar é o fator mais importante. Ela é constituída por descamação da pele humana e de animais, restos de pelos de cães e gatos, restos de barata e outros insetos, fungos, bactérias e organismos microscópicos que são chamados ácaros (família dos aracnídeos). O principal fator da poeira que causa alergia é o ácaro. Existem vários ácaros, e o que mais freqüentemente esta relacionado à alergia é o Dermatophagoides ssp., que significa, aquele que se alimenta de pele. Este é o seu nome, pois uma de suas fontes de alimentos é a descamação da pele. No colchão de nossas camas e nos móveis estofados que existem em nossas casas encontramos muita descamação de pele e é exatamente por esta razão que nestes locais existe grande quantidade de ácaros. Estes ácaros vivem nas camadas profundas dos tecidos, abraçados as fibras. Eles não são capazes de viver sobre uma superfície lisa, como por exemplo, nas paredes.

Em São Paulo, e outras regiões do Brasil onde não há uma clara definição das quatro estações do ano, a forma de rinite alérgica que predomina é a causada pelos ácaros, sendo que os doentes, em geral, apresentam sintomas durante o ano inteiro. Em outras regiões (como no sul do país), na época da primavera, ocorre a polinização das flores, e podemos ter a rinite alérgica da estação, chamada nos países do hemisfério norte de febre do feno. Apesar deste nome, não existe febre e tampouco o feno é o responsável pelos sintomas. São fungos que proliferam nos maços de feno as substâncias que desencadeiam os sintomas.

Normalmente o paciente com rinite alérgica, apresenta os sintomas quando em contato com o alérgeno, e em geral, estes sintomas são proporcionais á quantidade de alérgeno. Na época do inverno, estes pacientes sofrem mais, pois, neste período, são usados cobertores e roupas que ficaram guardados por muito tempo, e podem estar cheios de ácaros e fungos. Além disto estes doentes são mais susceptíveis a resfriados. Na verdade o resfriado é uma inflamação do nariz, que irá comprometer os mecanismos de proteção nasal, com isto facilitando a entrada dos alérgenos.

Como tratar Rinite Alérgica?


O tratamento dos pacientes portadores de rinite alérgica é composto por três pontos fundamentais:
A - Higiene ambiental.
B - Tratamento medicamentoso.
C - Vacinas antialérgicas.

A - Higiene ambiental


A forma mais simples de tratar alergia é evitar o contato com a substância que desencadeia os sintomas. Por exemplo, se o paciente apresenta obstrução nasal, coriza e espirros quando ingere determinado alimento, o mais fácil a fazer é simplesmente não comê-lo. Infelizmente, a principal causa de rinite alérgica é o ácaro, e não é fácil evitar o contato com ele.

Algumas medidas simples podem ser adotadas, e irão diminuir a quantidade destes insetos. A casa e principalmente o quarto onde o doente dorme devem ser limpos com bastante freqüência. Infelizmente a vassoura e espanador de pó apenas espalham o pó pelo ambiente. Os aspiradores são capazes de reter alguma sujeira, porém normalmente sue filtro não é desenvolvido para limpar o ar por completo, e portanto muitas vezes o que ele faz é uma pulverização de poeira no ambiente. Aspiradores com filtros especiais e de alta eficiência existem, porém tem um custo muito elevado. No caso de não existir carpete ou tapetes no chão, o uso de pano úmido na limpeza é uma forma bastante eficaz para remover a poeira.

Um ponto importante a ser considerado, é a existência de uma boa ventilação na casa e no quarto, e se possível ambientes ensolarados, para evitar o surgimento de bolor (fungos).

Além disto, o ideal é que não existam carpetes, tapetes, cortinas, bichos de pelúcia ou outros móveis ou utensílios que possam acumular poeira. Ainda, deve-se evitar o uso e contato com travesseiros e almofadas de penas ou outros materiais que possam causar alergia. A utilização de capas protegendo os colchões e travesseiros, assim como de substâncias para eliminar os ácaros do ambiente apresentam eficácia quando aplicados corretamente.
Estas medidas de higiene não acabam com os ácaros e outros alérgenos, mas diminuem a sua quantidade. Além destas medidas de higiene ambiental, onde o objetivo é reduzir a quantidade de alérgenos, é muito importante que os doentes fiquem afastados de outras substâncias capazes de irritar o nariz. Cheiros de perfumes, produtos de limpeza, produtos para deixar os ambientes com cheiro agradável, fumaça de cigarro, tintas, inseticidas e poluição, são alguns exemplos de substâncias capazes de irritar o nariz, e desencadear sintomas. Outros fatores inespecíficos como as mudanças bruscas de temperatura, frio e umidade do ar são também prejudiciais aos doentes.

B - Tratamento medicamentoso


A critério médico, se estas medidas não forem suficientes para controlar os sintomas do paciente, poderá ser receitado medicamentos.

Existem dois grandes grupos de drogas que podem ser usadas. Um tipo funciona preventivamente e outro apenas alivia os sintomas.

Do ponto de vista farmacológico, dispomos de descongestionantes, anti-histamínicos, estabilizadores de membranas, e corticosteróides. Cada uma destas drogas atuam de forma diferente, e nenhuma é isenta de efeitos colaterais que algumas vezes podem ser graves. Por isto, o ideal, é não realizar auto medicação e procurar seu médico.

C - Vacinas anti-alérgicas


Quando o tratamento feito nestas condições (higiene ambiental e medicamentos) falha, pode-se associar o uso de vacinas anti-alérgicas. Este tratamento é longo, porém quando feito corretamente, diminuí a sensibilidade do doente àquela substância ao qual ele era alérgico. Muitas vezes chegamos ao ponto onde não há mais necessidade do uso de medicamentos.

Cirurgia Para Obesidade Mórbida

Obesidade Mórbida


Obesidade mórbida é definida, como o nome indica, como sendo aquela que traz consigo as doenças, ou o alto risco de adquiri-las, associadas ao excesso de peso. A obesidade é, atualmente, um dos maiores problemas de saúde pública no mundo ocidental, atingindo cerca de um terço da população e com aumento progressivo de incidência sendo por isso chamada de a “epidemia” do terceiro milênio. No Brasil, cerca de 15% dos adultos são obesos.

A obesidade não é um problema moral ou de falta de vontade, mas sim um sério problema médico, geralmente mal tratado e com muitas causas, envolvendo componentes genéticos, metabólicos, hormonais, comportamentais, culturais, psicológicos e sociais.

Dentre as várias doenças associadas à obesidade, as mais freqüentes são a hipertensão arterial, diabetes, doenças nas articulações - principalmente coluna baixa e membros inferiores -, insuficiência respiratória, apnéia do sono, varizes e trombose nas veias das pernas, doenças coronarianas, derrame cerebral, perda de urina – em mulheres, impotência, infertilidade e vários tipos de cânceres (mama, útero, intestino). Estas doenças, não só pioram a qualidade como também diminuem o tempo de vida do obeso em 20%.

O tratamento conservador da obesidade, através de mudanças no hábito alimentar, comportamental, exercícios físicos e medicamentos tem o seu lugar, porém, são ineficazes quando se trata de obesidade mórbida - Índice de Massa Corporal maior que 40 -. Vários estudos demonstram que, mesmo com emprego de novos medicamentos emagrecedores como a sibutramina, a cada 100 pacientes tratados apenas 34 conseguem perda ponderal de 10% ao final de 12 meses, perda esta que é muito pequena considerando-se o obeso mórbido.

Além destes maus resultados na perda ponderal, o tratamento conservador falha na manutenção desta perda com o passar do tempo, sendo que a quase totalidade dos pacientes recupera o peso perdido e, muitas vezes, ultrapassam-no após 5 anos de acompanhamento.

Desta forma, no consenso mundial sobre tratamento da obesidade, organizado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, em 1991, ficou estabelecido que o único tratamento eficaz na perda e manutenção ponderal do obeso mórbido é o tratamento cirúrgico.

Classificação da Obesidade

Para se graduar a obesidade, é adotado pela Organização Mundial da Saúde o Índice de Massa Corporal (IMC) que é encontrado pela formula:

IMC = Peso em kilos dividido pelo resultado da multiplicação da Altura em metros por ela mesma. Exemplo, uma pessoa de 1,70 m e peso de 90 kg tem um IMC = 31, 14, ou seja, tem uma Obesidade Leve. Assim, de acordo com a tabela abaixo são classificadas as diferentes categorias de obesidade.

Índice de Massa Corporal - Categoria

- IMC de 20 a 25 - Peso Saudável
- IMC de 25 a 30 - Sobrepeso
- IMC de 30 a 35 - Obesidade Leve
- IMC de 35 a 40 - Obesidade Moderada
- Acima de 40 - Obesidade Mórbida

Quando está indicada a cirurgia ?

A cirurgia, também por consenso mundial, esta indicada naqueles obesos que preencherem os seguintes critérios:

- Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 40;
- IMC maior que 35 com doenças associadas à obesidade;
- Falhas de tratamentos conservadores prévios sob orientação profissional;
- Ausência de doenças com riscos inaceitáveis para cirurgia;
- Ausência de doenças endócrinas como causa da obesidade; e
- Ausência de psicopatias graves, incluindo viciados em droga e álcool.

Quais os objetivos da cirurgia?

O objetivo do tratamento cirúrgico é não só eliminar ou minimizar as doenças associadas à obesidade, como também resolver os problemas psicológicos e sociais causados pela mesma nas coisas mais simples da vida. Como na higiene pessoal, problemas de locomoção, atividades sociais, sexuais e no trabalho.

Resumindo, o objetivo do tratamento cirúrgico é melhorar não somente a qualidade, como também o tempo de vida do obeso, resolvendo os problemas de ordem física e psicossocial que o excesso de peso acarreta.

Quais os tipos de técnicas de cirurgia para obesidade mórbida?

Existem basicamente 3 tipos de cirurgias para o tratamento da obesidade: as restritivas, as má absortivas e as híbridas.

As primeiras cirurgias para obesidade iniciaram-se na década de 50 e eram do tipo má absortiva, ou seja, diminuíam o tamanho do intestino delgado de cerca de 6 a 7 metros para 35 a 45 cm de extensão, fazendo com que os alimentos não fossem adequadamente digeridos e absorvidos levando à diarréia e má absorção. A perda ponderal com este método era alta - 60% a 70% do peso -, porém complicações graves surgiram com o tempo levando à altas taxas de mortalidade, fazendo com que fossem totalmente abandonadas.

Nos anos 80, iniciou-se a era das cirurgias restritivas, ou seja, aquelas que restringem a ingestão alimentar por diminuição do volume do estômago de aproximadamente 2,0 litros para algo em torno de 20 ml promovendo assim, saciedade precoce. Com esta técnica a perda ponderal média ao final de 1 ano é de 20 % a 25% porém, a partir do 2º ano os pacientes novamente voltam a ganhar peso, principalmente aqueles que ingerem alimentos líquidos e pastosos altamente calóricos, como sorvete, leite condensado e pudins.

Baseando-se no mesmo princípio restritivo estão as bandas, ou prótese de silicone, inicialmente colocadas por cirurgia aberta e ultimamente por laparoscopia. Estas bandas “estrangulam” a parte superior do estômago formando um estômago em “ampulheta” dificultando o esvaziamento do compartimento superior para o inferior, levando da mesma forma acima citada à saciedade precoce, e como aquela, promove perda ponderal semelhante (20% a 25 %) e reganho de peso a partir do 2º ano. Deve, portanto, ter sua indicação bem precisa, já que para os grandes obesos e comedores de doce traz maus resultados. Outras desvantagens são o custo - cerca de 2.000 dólares - e a durabilidade da prótese de aproximadamente 15 anos.

No final dos anos 80 e início dos anos 90, surgiu o tipo híbrido de cirurgia para obesidade, o qual associava a restrição através da redução do estômago com uma leve má absorção através da diminuição de apenas 1 metro do intestino. Esta cirurgia foi desenvolvida pelo cirurgião colombiano Rafael Capella, radicado nos Estados Unidos e leva o seu nome.

Com essa técnica a perda ponderal média após 1 ano chega a 40 % do peso pré-operatório e mantém-se assim com o passar dos anos. Esta é atualmente a técnica mais utilizada em todo o mundo, inclusive no Brasil, sendo considerada no momento o padrão ouro do tratamento cirúrgico da obesidade mórbida.

Quais os riscos da cirurgia?

O risco é o mesmo de qualquer outra cirurgia de grande porte, mas existe e deve ser considerado. Abertura dos grampos ou das emendas podem ocorrer, mas é pouco comum, podendo levar o paciente a uma nova cirurgia. Embolia pulmonar - sangue coagulado nos pulmões -, e morte podem ocorrer, como em qualquer cirurgia, mas é raro (1%). No pós-operatório tardio poderá ocorrer queda de cabelo por volta do terceiro mês, mas recuperável. Pode ainda ocorrer vômitos esporádicos e diarréia associada a mal estar quando se comer doces.

Defesa de Classe: Fórum discute Responsabilidade Civil, Ética e Penal do Médico

Defesa de Classe


O Fórum sobre Responsabilidade Civil, Ética e Penal do Médico, realizado em agosto, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, reuniu cerca de 700 pessoas, entre elas, profissionais e acadêmicos da área médica e jurídica, para discutir temas de maior relevância no exercício da Medicina.

O principal objetivo foi abrir um amplo canal de diálogo entre médicos e a sociedade de forma geral para a construção de um modelo sólido de justiça social e democracia nas relações entre os diversos componentes da rede de Saúde. A idéia foi garantir os direitos de todos os envolvidos no sistema, além de tornar mais claros os deveres de cada um.

Para o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Eleuses Paiva, "o modelo assistencial e o modelo de ensino possuem uma lógica comum que pode ser considerada totalmente mercantilista. Logo, a relação médico-paciente deteriora-se cada vez mais, agravando este conflito", disse Eleuses, na abertura do evento. "É preciso que cada um de nós assuma uma postura de mudança para se resgatar a boa prática da Medicina".

"O Direito e a Medicina possuem caminhos diferentes mas que convergem para o mesmo destino. Ambos tem como meta o bem do ser humano. Implementando o diálogo ente esses profissionais, daremos um passo importante no sentido de alcançarmos nosso objetivo comum", comentou José Luiz Gomes do Amaral, presidente da APM.

Os temas do evento, promovido pela AMB e APM, foram divididos em três mesas com duas palestras em cada. A primeira mesa foi coordenada por José Luiz Gomes de Amaral, presidente da APM, Lincoln Freire, vice-presidente da AMB e Florisval Meinão, diretor-adjunto de defesa profissional da APM. “A avaliação do dano moral” foi tema da palestra de Clayton Reis, juiz aposentado do Tribunal de Alçada Civil do Paraná. Sálvio de Figueiredo Teixeira, ministro do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal Superior Eleitoral, falou sobre “Reflexões sobre o Direito e Medicina”.

Segundo Reis, "a responsabilidade de todos os profissionais liberais, como os médicos, são contratuais e estão diretamente relacionadas aos danos causados, seja ele material ou moral", explica. "Mas é preciso que se prove se o médico agiu com negligência, imprudência ou imperícia em decorrência de algum procedimento, e se causou dano à vítima. Em caso positivo, este dano deve ser reparado".

Já a segunda mesa teve como coordenadores Regina Parizzi, presidente do CRM-SP e Jorge Curi, diretor de defesa profissional da APM. As palestras foram sobre “A responsabilidade Penal do Médico - O sigilo profissional e a requisição judicial do prontuário médico”, de Antônio Carlos Coltro, juiz do Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo; “A responsabilidade civil do médico - O médico frente ao Código de Defesa do Consumidor”, de Marcus Vinícius Andrade, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo.

"O Código de Defesa do Consumidor enquadra o médico como fornecedor, portanto a relação de serviços do médico é de consumo. Para que o profissional se previna é necessário que ele propicie ao consumidor a maior gama possível de informações e se documente de todas as intervenções de todos os tratamentos", lembrou Andrade.

Eleuses Paiva e Eduardo Vaz, diretor de defesa profissional da AMB coordenaram a terceira mesa, em que o presidente do CFM, Edson Andrade, palestrou sobre “Os princípios éticos profissionais do médico”, e o juiz vice-presidente do Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo, José Renato Nallini, falou sobre “A ética médica sob a ótica do judiciário”.

"Em decorrência da massificação da medicina, as consultas estão cada vez mais rápidas. Este, talvez, seja o principal problema na relação médico-paciente. Se a falta de comunicação não fosse tão significativa, os médicos eliminariam cerca de 70% dos problemas que enfrentariam nos tribunais", enfatizou Nalinni.

Consultoria assessora médicos e advogados em contenciosos da assistência médica

Errar é humano, diz o ditado popular. Mas, se um profissional da saúde erra, as conseqüências podem ser desastrosas e muitas vezes irreparáveis. É comum em todo o mundo pessoas que se julgam vítimas dessas possíveis falhas médicas recorrerem à Justiça para conquistarem o que julgam ser seu direito.

Nestes casos, médicos e outros profissionais da área se vêem desamparados. Eles geralmente não sabem conduzir situações em que aspectos legais se confundem com o que aprenderam nas escolas de Medicina. Entram em cena os advogados, profissionais contratados para a defesa e que - muitas vezes - não estão suficientemente familiarizados com as complicadas linguagens dos laudos médicos elaborados pelos peritos.

Para a defesa convincente dos profissionais da saúde, são necessários laudos consistentes, com necessidade de fundamentação teórica, com bons subsídios para se configurar um processo mais amplo. Neste sentido, surge em São Paulo uma empresa especializada em consultoria, que tem um braço totalmente voltado à área médica.

A André Beer Consult & Associados oferece consultoria especializada em processos que abrangem direito e medicina. "Muitas vezes os médicos, por exemplo, não sabem se defender, por isso é muito importante estruturar a argumentação com um suporte técnico bem feito. Além disso, a análise do laudo deve ser consubstanciada com referências e é uma abordagem que requer critérios específicos", diz o Dr. André Beer Júnior, responsável pelo setor na empresa que leva o nome de seu pai André Beer, que tem quase 50 anos de história à frente de uma das principais montadoras da indústria automobilística nacional.

Na área médica, as especialidades ligadas à medicina de pronto atendimento, cirurgia plástica estética e anestesia são as mais vulneráveis a processos na justiça. Segundo Beer, isso ocorre porque são atividades que requerem resultados imediatos. Para evitar dificuldades com ações judiciais, ele recomenda que os médicos mantenham registros sistemáticos de procedimentos e ocorrências. "Quando há problema com a justiça, é importante ter documentos para comprovar os feitos, caso contrário se estabelece uma séria falha que pode prejudicar o médico", diz.

André Beer conta que entre os casos que geram processos judiciais são aqueles que se referem a ruídos, poluição ambiental e visual, além de lesões, negligência, insalubridade, periculosidade e imperícia.

Uma consultoria especializada permite desenvolver um trabalho conjunto entre médicos e advogados. É possível também orientar os laudos a fim de promover uma argumentação mais satisfatória e poder esclarecer os processos com profissionais de saúde. "Vemos muita coisa sendo feita de forma amadorística e o que queremos é dar diretrizes para um encaminhamento mais adequado, oferecer um retrato da situação apresentada, mas sempre com caráter paralelo", diz Beer, ressaltando também que as perícias demandam especialização multidisciplinar e dependem de avaliação cuidadosa.

Para Beer, a diminuição de riscos e dispêndios por parte dos clientes pode ser uma mera conseqüência dessa consultoria, que visa uma política de resultados que promovam efeitos objetivos para seus clientes. "Com uma consultoria bem feita, otimizamos os processos e as chances são de maior sucesso", diz. Ele também reforça que empresas e clientes de outras áreas de saúde podem contar com um aconselhamento consultivo. Isso é baseado em custos de horas técnicas junto a um planejamento estudado pelas partes. "Eventualmente podemos até sugerir um acordo em vez de enfrentar ações prolongadas na justiça", diz.