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O
QUE É A CÓLICA?
TRATAMENTO CONVENCIONAL
DIRETRIZES ALIMENTARES
SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS
TRATAMENTO FITOTERÁPICO
HOMEOPATIA
RECOMENDAÇÕES
GERAIS
PREVENÇÃO
O QUE CAUSA A CÓLICA?
O
QUE É A CÓLICA?
A
cólica tem sido definida como um longo período de
choro vigoroso que persiste apesar de todos os esforços de
consolo. O termo em si vem da palavra grega referente ao intestino
grosso, refletindo a crença de que a fonte do desconforto
é um problema digestivo.
A maioria dos bebês passa por períodos em que parecem
anormalmente nervosos ou choram por nenhuma razão aparente.
A cólica é mais comum durante os três ou quatro
primeiros meses de vida. Pode começar nas três primeiras
semanas após o nascimento e geralmente acaba perto dos três
meses de idade. É raramente sentida por bebês com mais
de seis meses de idade.
Durante os seis primeiros meses de vida, os bebês crescem
a uma velocidade impressionante. Nessa época, o recém-nascido
duplica o peso que tinha ao nascer. Devido à quantidade de
alimento que precisam ingerir para sustentar esse crescimento, os
bebês muitas vezes sofrem de indigestão e gases. Da
mesma forma, o bebê pode engolir ar quando se alimenta ou
durante uma ataque de choro prolongado. Engolir ar aumenta as dores
por gases. Quando um bebê tem uma dor por gases, pode ser
a pior dor que seu pequeno corpo já sentiu.
A diferença da cólica para os outros problemas é
que, independente do que fizer, o choro não pára.
Certas posturas corporais que ocorrem com um ataque de gases também
podem ocorrer com a cólica. Por exemplo, seu bebê pode
ter uma barriga tensa e distendida, com os joelhos encolhidos no
peito, pulsos cerrados e mobilidade anormal de braços e pernas
ou costas arqueadas.
Suspeite de uma verdadeira cólica quando seu bebê tiver
ataques repentinos e sérios de choro alto que duram várias
horas; se o choro ocorrer na mesma hora todos os dias, muita vezes
à tarde ou à noite; se os episódios de choro
acontecem repetidas vezes, começando de repente e terminando
de forma abrupta; se seu bebê parece inconsolável e
nada que fizer lhe traga conforto; se seu bebê parece zangado
e se debate quando o segura no colo; e se parece não haver
nenhuma explicação para esses repentes de choro.
Se seu bebê tiver cólica, os meses de choro e aflição
aparentemente implacável do seu filho podem deixá-lo
frustrado, ansioso, confuso, exausto, culpado e inadequado. Uma
das principais preocupações ao lidar com um bebê
com cólica, além de descobrir formas de confortá-lo,
é confiar na sua capacidade de manter e criar um relacionamento
amoroso com seu recém-nascido.
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TRATAMENTO
CONVENCIONAL
A simeticona é um composto que atua na superfície
das bolhas de gás quebrando-as, aliviando conseqüentemente
a dor e a pressão dos gases. Se grandes bolhas forem o principal
problema, esse tratamento pode ser eficaz. A simeticona pode
ser comprada sem receita médica na forma líquida,
mas deve ser dada apenas se recomendada por um médico.
No caso de cólica constante, seu médico pode recomendar
supositórios de glicerina para ajudar seu bebê a expulsar
os gases ou fezes que causam seu desconforto.
Outros medicamentos, inclusive anti-flatulentos, sedativos e antiespasmódicos,
são, às vezes, receitados para cólica e ocasionalmente
oferecem alívio limitado, mas na maioria dos casos trazem
pouco benefício. Além disso, podem ter graves efeitos
colaterais. Peça ao seu médico para explicar todos
os prós e os contras de qualquer remédio vendido com
receita médica antes de dá-lo a um bebê com
cólica.
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DIRETRIZES ALIMENTARES
Se estiver amamentando e seu bebê tiver cólica,
ele pode ser sensível a algo que você esteja comendo.
Os agressores mais comuns são laticínios, chocolate,
cafeína, melão, pepino, pimentão, frutas e
sucos cítricos e alimentos condimentados. É bem provável
que você mesma possa ter alergias desconhecidas a determinados
alimentos. Para descobrir as alergias alimentares, tente seguir
uma dieta de eliminação ou um rodízio alimentar.
Seguir essas dietas pode parecer uma tarefa complicada, mas os resultados
podem ser bastante animadores. Outra alternativa é manter
um diário alimentar para ajudá-la a identificar correspondências
entre os alimentos que ingere e os sintomas, tanto do bebê
quanto seus. Se descobrir uma sensibilidade desconhecida da qual
não tinha suspeitado, o simples fato de evitar o alimento
provavelmente a fará se sentir melhor e também aliviará
a cólica do seu bebê.
Se estiver amamentando um bebê com cólica, tente
eliminar da sua dieta alimentos que produzam gás, inclusive
couve-flor, brócolis, couve-de-bruxelas, pepino, pimentão
verde e vermelho, cebola, favas e leguminosas. Outros alimentos
na dieta da lactante que podem contribuir para a ocorrência
de cólica incluem leite de vaca, banana, frutas silvestres,
e qualquer coisa que contenha cafeína.
A lactante que amamenta um bebê com cólica deve minimizar
a quantidade de alimentos crus na sua dieta. A dieta da lactante
deve consistir em 70 a 80% de alimentos cozidos e apenas 20 a 30%
de alimentos crus. Siga uma dieta simples.
Se seu bebê com cólica toma mamadeira, sua fórmula
pode estar causando o problema. Pergunte ao seu médico se
é aconselhável usar uma fórmula infantil diferente.
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SUPLEMENTOS
NUTRICIONAIS
O Lactobacillus acidophilus promove uma flora intestinal
saudável, o que facilita a digestão e pode debelar
a cólica. A lactante deve tomar ½ colher de chá,
duas vezes ao dia. Dê ao seu bebê que toma mamadeira
1/8 colher de chá de pó de acidófilos, dissolvida
na fórmula, duas vezes ao dia.
O Lactobacillus bifidus é outra bactéria benéfica
que ajuda a melhorar a digestão. Alguns especialistas pensam
que essa bactéria pode ser mais eficaz que o Lactobacillus
acidophilus para bebês. A lactante deve tomar uma dose, duas
vezes ao dia. Dê ao bebê que toma mamadeira 1/8 colher
de chá de pó de acidófilos, dissolvida na fórmula,
duas vezes ao dia.
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TRATAMENTO
FITOTERÁPICO
O chá de camomila é um calmante e relaxante
conhecido. A lactante deve beber uma xícara, duas vezes ao
dia. Dê ao bebê que toma mamadeira 1 colher de chá,
três vezes ao dia, no leite ou na água, durante três
ou quatro dias. Em seguida, diminua a dose para duas vezes ao dia.
O funcho também pode ser útil para aliviar
a cólica. A lactante pode beber uma xícara de chá
de funcho, três vezes ao dia. Ou dilua uma xícara de
chá de funcho em duas xícaras de água e dê
ao bebê 1 colher de chá, quatro vezes ao dia.
A lactante pode beber uma xícara de chá de gengibre,
três vezes ao dia, para ajudar a aliviar a cólica do
seu bebê.
O chá de hortelã-pimenta ajuda a acelerar o
tempo de esvaziamento do estômago, melhora a digestão
e atua como anti-flatulento. Dê ao seu filho 1 colher das
de chá de chá de hortelã-pimenta, de quatro
a cinco vezes ao dia.
Observação: Se estiver dando ao seu filho chá
de hortelã-pimenta e um preparado homeopático, faça
um intervalo de uma hora entre um e outro. Do contrário,
o forte cheiro do hortelã-pimenta pode interferir na ação
do remédio homeopático.
Tente dar ao seu bebê um chá de várias ervas.
Pesquisadores israelenses administraram uma dose diária de
cerca de ½ xícara de chá feito de camomila,
alcaçuz, funcho, e erva cidreira a bebês com episódios
de cólicas e descobriram que os sintomas diminuíram
em mais da metade das crianças estudadas.
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HOMEOPATIA
Como a maioria das fórmulas homeopáticas, os remédios
relacionados são específicos para um determinado sintoma.
Com base no seu conhecimento do seu bebê com cólica,
escolha o remédio adequado.
Colocynthis e Magnesia phosphorica, dois relaxantes abdominais,
são os remédios homeopáticos mais receitados
para cólica. São eficazes principalmente quando usados
conjuntamente. Dissolva uma dose de Colocynthis 6ch e uma dose de
Magnésia phosphorica 6ch em um pouco de água mineral
na temperatura ambiente. Encha todo um contra-gotas e esguiche-o
totalmente na boca do seu bebê, três vezes ao dia, conforme
necessário. Se a cólica do seu bebê não
tiver diminuído após dois dias, pare de dar o remédio.
Muito provavelmente, não surtirá qualquer efeito.
Carbo vegetabilis é um remédio homeopático
para o bebê com cólica, que apresenta o rosto pálido
e o abdomem superior distendido. Suas pernas podem estar frias dos
pés aos joelhos. Esse bebê é agitado e chora
mesmo quando amamentado ou alimentado, e arrota durante muito tempo
após comer. Parece sentir-se melhor quando está no
colo e pior quando colocado no berço. Dê a essa criança,
Carbo vegetabilis 9ch, dissolvendo uma dose em 250 miligramas de
água mineral e esguichando algumas gotas na sua boca, três
vezes ao dia, durante dois dias ou até que os sintomas melhorem.
Se seu bebê tiver o rosto vermelho e quente, choro alto e
irritado, mas parar de chorar por um breve período quando
colocado no colo, dê-lhe Camomila 9ch ou 15ch. Dissolva
uma dose em 250 mililitros de água mineral e esguiche algumas
gotas na sua boca, três vezes ao dia, durante dois dias ou
até que os sintomas melhorem.
Existem fórmulas homeopáticas para cólica que
podem oferecer alívio ao seu bebê. Siga as orientações
sobre dosagem indicadas no rótulo do produto.
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RECOMENDAÇÕES
GERAIS
Se tiver um bebê com cólica, procure não
ficar nervoso. O estresse e a tensão - tanto seus quanto
do bebê - podem contribuir para a cólica e piorar o
problema. Se sentir que sua frustração está
fugindo de seu controle, converse com um profissional de saúde.
Busque apoio emocional e terapia. No meio de um choro relacionado
à cólica, experimente uma das seguintes sugestões.
Alguns bebês reagem a algumas; alguns (infelizmente) não
reagem a nenhuma.
Para ajudar a relaxar as câimbras musculares e acalmar seu
bebê, coloque-o sobre seus joelhos ou contra seu peito com
um saco de água morna entre você e a barriga do seu
bebê.
Se seu bebê adorar água, experimente um banho morno
e calmante.
Massageie a barriga do seu bebê com uma loção
ou óleo sem álcool. Seguindo o caminho natural dos
intestinos, esfregue suavemente do "canto" direito inferior
do abdome até a parte inferior da caixa torácica,
descendo para o "canto" esquerdo inferior; repita a operação.
Alguns bebês reagem quando são acariciados e ninados.
Muitos bebês se acalmam quando você os coloca no colo
e anda com eles.
Alguns bebês preferem a segurança de serem bem enrolados
em um cobertor; alguns preferem cobertas soltas que permitam a livre
movimentação. Tente descobrir o que seu bebê
prefere.
Os bebês com sintoma nervoso sensível podem reagir
melhor com a diminuição de estímulos externos.
Experimente uma iluminação fraca, menos toques e uma
atmosfera tranqüila.
Alguns bebês reagem à música calma e tranqüilizante;
alguns a gravações de batimentos cardíacos;
alguns a gravações dos sons com os quais conviveram
nos nove meses de vida uterina, que incluem os batimentos cardíacos
da mãe e o som constante do fluxo sangüíneo da
mãe circulando no seu corpo. Curiosamente, o som da máquina
de lavar roupa muitas vezes parece ter o mesmo efeito.
O movimento vigoroso distrai alguns bebês com cólica.
Ouvir música animada e saltitar com o bebê no colo
talvez não seja sua atividade predileta às 3 horas
da manhã, mas sabe-se que tem surtido efeito.
Faça seu bebê "pedalar". Com o bebê
deitado de costas no chão, movimente suavemente suas pernas,
como se ele estivesse pedalando. Pratique esse exercício
várias vezes, todos os dias. Esses movimentos passivos das
pernas podem trazer conforto ao sistema digestivo do seu bebê.
Faça um curso de massagem infantil para aprender como a massagem
ajuda o crescimento e desenvolvimento geral do seu bebê. Seu
professor também pode lhe ensinar massagens e técnicas
específicas para debelar a cólica.
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PREVENÇÃO
Tome nota dos acessos de irritabilidade e choro do seu filho e procure
um denominador comum. Veja se seu filho chora mais ou menos na mesma
hora, todos os dias. Tente determinar se certos alimentos ou atividades
levam ao choro. Se descobrir uma relação, elimine
o alimento ou a atividade que considera a causa.
Crie um ambiente calmo enquanto alimenta seu bebê e aproveite
esse momento junto com seu filho. Ouça músicas relaxantes.
Certifique-se de que você e o bebê estão fisicamente
confortáveis. Vista-se e ao seu bebê de forma que não
sintam frio e estejam à vontade. Garanta que a fralda do
seu bebê não esteja muito apertada.
Ao alimentar seu bebê, tente segurá-lo em uma posição
ereta para que o ar fique acima do leite no seu estômago.
Isso ajudará seu bebê a expulsar o ar quando arrotar.
Se estiver dando mamadeira ao seu bebê, verifique o tamanho
do furo no bico. O leite deve pingar lentamente quando a mamadeira
ficar de cabeça para baixo. Se o furo for muito pequeno ou
muito grande, seu bebê pode ingerir muito ar enquanto estiver
mamando.
Para controlar a quantidade de ar que o bebê engole enquanto
mama, limite o tempo em que realmente mama a dez minutos. Após
cerca de 50 mililitros de líquido, tente fazer com que seu
bebê arrote (mas não fique desanimado se ele não
arrotar).
No final de cada mamada completa, ponha seu bebê para arrotar
durante dez minutos. Fique calmo. Alguns minutos a mais, agora,
podem evitar um acesso de cólica mais tarde.
Se seu bebê não conseguir arrotar após cerca
de dez a quinze minutos, coloque-o em uma posição
ereta durante cerca de uma hora e tente novamente.
Se estiver amamentando seu bebê, elimine os alimentos relacionados
na seção Diretrizes Alimentares, e investigue a possibilidade
de alergia alimentares.
A lactante deve tomar um suplemento de Lactobacillus acidophilus
ou bifidus. Se estiver dando mamadeira ao seu filho, administre
o suplemento dissolvido no leite.
Tente evitar dar muita ou pouca comida ao seu bebê. Regurgitar
o alimento após mamadas pode indicar superalimentação;
choro ou sucção contínua após a mamada
pode indicar subalimentação. Faça o que seu
filho mandar. Se seu bebê estiver engordando e se desenvolvendo
normalmente, você provavelmente estará no caminho certo.
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O
QUE CAUSA A CÓLICA?
Embora há muito se presuma que a cólica seja
um sinal de dor por gases, na verdade nunca se provou que
todos os bebês ou a maioria dos bebês com cólica
realmente tenham gases abdominais. A causa certa do problema
continua a desconcertar a medicina. Além da possibilidade
de dor por gases, há uma série de outras hipóteses
relativas às causas da cólica, inclusive:
Alergia à proteína do leite materno ou à
fórmula infantil.
Técnicas incorretas de alimentação.
Espasmos do cólon.
Trato intestinal imaturo e hiperativo.
Sistema nervoso imaturo e altamente sensível.
Temperamento.
Tensão em casa.
Ansiedade dos pais.
Má interpretação do choro por parte dos
pais.
Provavelmente, uma combinação de alguns desses
fatores, na verdade, faz parte da maioria dos casos de cólica
infantil.
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