9 de setembro de 2010
 






























Proibição de fumo pode reduzir em 47% as doenças do coração - 10/20/2009 8:17:15 PM

Proibição de fumo pode reduzir em 47% as doenças do coração

A proibição do tabagismo em locais públicos pode reduzir problemas cardíacos em até 47%. A informação é do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos, que analisou a influência do fumo passivo no sistema cardiovascular. Pesquisadores alertam: a fumaça altera o funcionamento das artérias, portanto leis restritivas podem salvar vidas e evitar internações. No estado do Rio de Janeiro, a Lei 5.517/09, que proíbe o fumo em ambientes fechados, entra em vigor dia 18. "Após o primeiro ano de lei, esperamos reduzir pelo menos em 30% os casos de infarto. São menos 1,5 mil mortes. Em oito horas de trabalho, um garçom fuma o equivalente a dez cigarros só de estar em contato com a fumaça. As pessoas precisam saber os danos do fumo", diz o pneumologista e assessor especial da Secretaria estadual de Saúde, Waldir Leopércio. De acordo com ele, uma pesquisa em parceria com o Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, vai analisar a qualidade do ar no Rio antes e depois da vigência da lei. Segundo o estudo norte-americano, pessoas que já têm doença coronariana são as que mais sofrem com a exposição à fumaça, que pode levar a problemas cardíacos agudos. Além disso, mesmo pouco tempo de exposição ao cigarro já é capaz de produzir alterações no sistema cardiovascular. O cardiologista do Instituto Nacional de Cardiologia Marcelo Assad explica que os componentes do cigarro destroem a parte interna das artérias, aumentam a pressão arterial e a frequência cardíaca. Se o vício não for evitado, a longo prazo a pessoa corre grande risco de sofrer um acidente vascular cerebral ou infarto. "Os fumantes passivos também se expõem aos riscos. O tabaco é a principal causa de todas as doenças cardíacas", afirma o médico. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que o ar poluído pela fumaça do tabaco contém, em média, três vezes mais nicotina e monóxido de carbono, e até cinquenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante. Isso porque o fumante passivo inala a fumaça sem o filtro que ameniza os compostos tóxicos do cigarro. Risco para bebês e não fumantes Adultos que são expostos à fumaça do cigarro em ambientes fechados, como funcionários de bares, têm risco 30% maior de ter câncer de pulmão do que aqueles que não se expõem à fumaça. A possibilidade de enfartar é 24% maior. Crianças que convivem com a fumaça têm resfriados e infecções do ouvido médio com maior frequência do que as demais. Além disso, têm maior risco de desenvolver doenças respiratórias como pneumonia, bronquites e crises de asma. Bebês expostos à fumaça de cigarro em ambientes fechados correm maior risco de ter doenças pulmonares até completarem 1 ano de idade. O perigo aumenta proporcionalmente ao número de fumantes em casa. Em bares, a poluição tabagista é seis vezes maior do que em outros ambientes, como o escritório. Pesquisa da Data Folha realizada com 220 funcionários de bares revelou que 20% deles têm problemas respiratórios e 40%, problemas na garganta e pigarros.

FONTE/AUTOR: O DIA



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