O HPV (papilomavírus humano) é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais prevalentes no Brasil e no mundo. Estima-se que, ao longo da vida sexual ativa, a possibilidade de uma pessoa (mulher ou homem) contrair o HPV é de até 80%. Ou seja, praticamente qualquer indivíduo pode ter contato com o vírus, mas quase sempre se defende dele sem apresentar problemas. Em torno de 10 a 15% das pessoas que entram em contato com o vírus desenvolvem a doença.
O HPV é o principal causador de câncer de colo de útero e também está ligado a tumores de pênis, ânus, boca e garganta. Para pesquisar profundamente o tema e buscar soluções para o problema no Brasil, foi criado, recentemente, o Instituto Nacional de Tecnologia do HPV, também conhecido como Instituto do HPV.
A coordenação do instituto é de uma das maiores especialistas do assunto no país, a pesquisadora e professora de medicina Luisa Lina Villa. Em entrevista a Jairo Bouer, a coordenadora explica que é muito fácil contrair o HPV - embora a camisinha ajude na prevenção, ela não protege completamente a região genital.
No Brasil, a vacina contra os tipos mais agressivos de HPV é autorizada para meninas de 9 a 26 anos, mas estudos indicam que uma população bem mais ampla poderia se beneficiar da imunização. "Alguns países já aprovaram a vacina para meninos e homens", conta Villa. E pesquisas também indicam que mulheres com mais de 26 anos também podem sair ganhando com a vacina.