VOCÊ
É RESOLVIDO NO AMOR?
por Agenor F. Vettore
e Daniela F. Vettore
Leia o
texto abaixo e veja se faz sentido para você.
A mistura de sinceridade total consigo próprio e sério
compromisso com a verdade podem levar você a um amor
que pode te dar o direito de viver um verdadeiro paraíso.
Vale a pena tentar!
Estes passos não têm a pretensão de fazer
milagres e isso também não é tudo, mas
pode ser uma boa trilha. É claro que depende de você
querer isto para você verdadeiramente.
1.
PARIDADE INTELECTUAL
Procurar parceiros da mesma faixa de vibração
intelectual. Quanto mais próxima essa paridade, mais
chances de um bom relacionamento. Normalmente funciona bem
no âmbito das amizades, mas no amor é mais importante
ainda. Dificilmente um relacionamento vai ser bom e verdadeiro
enquanto não houver essa identidade. Melhor ainda quando
ambos tiverem a mesma formação escolar e profissão,
pois terão mais ainda coisas em comum. Sobre esse último
ponto há controvérsias, e se você também
não concorda, não desanime. Continue lendo,
pois ainda há muitas outras coisas com as quais você
vai concordar. Obviamente existem muitos casais felizes com
profissões completamente diferentes, mas quanto mais
gostos e idéias parecidas, melhor.
O ideal mesmo e ser um daqueles enamorados que são
capazes de conversar horas a fio, e quando se separam o fazem
a contragosto e no caminho, lembram que ainda faltava contar
muitas outras coisas.
2.
INVESTIGAÇÃO DO AMOR
Verificar se ama realmente seu parceiro(a), estabelecendo
contato consigo próprio, prestando atenção
em tudo que acontece com você e que tenha relação
com o outro. O seu corpo de diversas formas lhe fala, o tempo
todo, através das emoções e sentimentos.
Mostra o quê? O óbvio, saudades, vontade de estar
junto, de telefonar, lembranças de certas músicas,
etc. Essas coisas que todo mundo sabe, mas que tem dificuldade
de contatar e identificar.
Suas fantasias e seus sonhos, bem interpretados, são
também sinais que fornecem boas informações.
Tente de todas as formas, o importante é ter absoluta
certeza dos sentimentos de ambos. Muitos casamentos acontecem
porque um ama muito e o outro gosta bastante. Isso não
é suficiente e nunca irá existir um relacionamento
completo.
Cuidado, mascaramentos muito comuns podem surgir em função
de interesses, condições econômicas favoráveis,
se não própria, de familiares, além da
pressão que estes fazem, contra ou a favor. O melhor
é seguir seu coração.
Cuidado também com sentimentos de piedade, conformismo,
culpa, ou mesmo a cômoda segurança ou o famoso
"devo obrigações" que arrastam a relação
para um casamento já condenado.
Caso descubra que é mera ilusão, ou se têm
dúvidas, o melhor é romper. Este é sempre
um indicativo negativo; no verdadeiro sentimento você
sempre tem certeza do que sente. Se há dúvidas
e um rompimento ocorre, não se preocupe, você
vai saber se deve voltar ou não. Além disso,
se o outro tiver verdadeiros sentimentos também, vai
compreender o que está acontecendo. Se for esse o caso
volte.
Evite nessa fase fazer amor, antes que haja certeza total
dos sentimentos de ambos; nesta fase de namoro, o sexo pode
mascarar a realidade, confundindo a cabeça, dificultando
a compreensão de saber se o que acontece é um
sentimento verdadeiro, pois muitos casais confundem prazer
sexual com amor e acabam se casando. Então quando a
paixão acaba, percebem que era só sexo.
Essa questão é mandatária, ambos têm
que sentir total segurança, tendo a certeza de que
estão com a pessoa certa e que nenhuma outra interessa.
3.
AJUSTAMENTO SEXUAL
Quando os itens 1 e 2 estão OK, a questão sexual
flui maravilhosamente, mas caso seja necessário, é
possível uma aproximação dessas energias.
Como?
Conversando muito, abertamente sobre todos os seus valores,
o mais intimamente possível. Só assim vão
se conhecer e quebrar as barreiras e preconceitos, se soltando
completamente num clima de muita sublimidade, deixando acontecer
uma verdadeira intimidade, imprescindível para se viver
um amor de verdade.
Isso é importante porque mesmo havendo muito amor e
até uma paridade intelectual compatível, se
o casal não conseguir essa intimidade, não irá
se conhecer total e verdadeiramente.
Veja que estamos falando o tempo todo de absoluta verdade,
de você para com você mesmo, de você para
com o outro, do outro para com ele próprio e dele para
com você. Esse tem que ser o ponto base do relacionamento.
Fazer amor sem promiscuidade, mas falando e realizando as
fantasias, sem culpa, sem medos ou preconceitos. Com muita
pureza de alma, que cabe perfeitamente no sexo e o deixa leve,
deixando uma brecha para que a energia divina complemente
a relação. Ou seja, não é a forma
física de praticar o amor que conta, e sim a intenção
de viver o amor em toda sua plenitude. É um momento
livre, totalmente natural e solto, onde você é
você mesmo, simplesmente manifestando todo o seu sentimento.
4.
PRATICANDO A VERDADE SEMPRE
Como não poderia deixar de ser é necessária
a prática da verdade total, como já exposto
acima. Isto implica em ser verdadeiro um para o outro o tempo
todo, na fidelidade, honestidade, lealdade, cumplicidade,
enfim em tudo. Haja o que houver não importa, tudo
tem que ser compartilhado, até as pequenas e insignificantes
coisas, sendo esta praticada pelo prazer de estar compartilhando,
e não como controle.
Neste estágio pode acontecer de ambos viverem uma fusão
de almas, mentes e corpos, com entrega total e incondicional,
e embora cada um tenha sua vida individual, estão tão
ligados que parecem viver uma só, gerando muita confiança
entre si, mesmo que estejam eventualmente separados pela distância.
5.
INVERSÃO DE PAPÉIS
Inverter sempre as posições, se colocando um
no lugar do outro, sentindo na própria pele o problema
do parceiro, compreendendo melhor as duas posições.
Isto evita o já conhecido "a culpa é sua",
tão comum nos relacionamentos, que é cômodo
e rancoroso. Rancor gera rancor, amor gera amor (Veja Texto
II - Postura amorosa e rancorosa, em breve no Saúde
Informações). Antes de mais nada é importante
olhar para si próprio admitindo honestamente seus erros,
se possível com humildade, o único caminho para
o reconhecimento interior, proporcionando benefícios
para si e para o relacionamento, pois assim você estará
trabalhando o seu autoconhecimento e preservando o outro de
acusações nem sempre verdadeiras, evitando ofender
o senso de justiça do outro.
A crítica só destrói, e lembre-se que
há formas e formas de se expor idéias e fatos
e, às vezes, estas são tão delicadas
que devemos ter o dobro de atenção para não
magoar o outro.
6.
AMOR TRANSCENDENTAL
Grande parte do tempo que passamos com a pessoa amada, entre
carícias e agrados, há muita conversa, fazemos
verdadeiras viagens mentais, aprendendo juntos a sonhar, filosofar,
caminhando à beira da praia, ou ouvindo música,
ou praticando meditação, esporte, etc.
Aqui se percebe que ambos se gostam, se admiram, se respeitam,
se amam, têm atração sexual permanente,
vivem um bem querer, etc.
Por isso é tão importante que a paridade intelectual
(ou o Q. I.), a vibração mental seja bem pertinente,
pois os gostos, a filosofia de vida e a forma de vê-la,
propiciam mais chances de se aproximar, facilitando o conviver
em pé de igualdade, sem complexos de inferioridade
de um em relação ao outro, e evitando outros
problemas que surgem quando há grandes desigualdades.
O amor é um processo energético, orgânico
vivo, e como tal deve receber cuidados, ser retroalimentado,
valorizado em todos os sentidos, corpo, mente e também
alma, incluindo Deus e tudo que é divino e puro no
relacionamento. Dessa forma atinge-se uma fase em que, se
a paixão abranda, porém ambos aprenderam a se
amar espiritualmente, esta paixão vira um detalhe menor,
fazendo com que nada falte nunca. Quando acontecer ótimo,
quando não, ótimo também. Não
há falta, se bastam.
Esse amor pode ainda crescer. Esse crescimento é infinito,
e basta acreditar nisso, para que ele atinja sempre níveis
mais profundos e mais sublimes, podendo alcançar esferas
de afinidades inimagináveis, posto que é infinito.
O altruísmo praticado nos dois sentidos, um sempre
se preocupando com o outro, acolhendo nos momentos difíceis,
dando apoio necessário, de forma incondicional, mesmo
nas piores fases da vida, garante a sobrevivência física
e emocional do casal. O amor gera o altruísmo e este
realimenta o amor, proporcionando felicidade, plenitude e
bem-estar. A ausência dessa prática gera egoísmo,
e isto leva ao distanciamento.
Um bom exemplo é o homem sexualmente maduro que encontra
prazer em dar prazer à mulher amada e o fato é
recíproco.
Ninguém é mais feliz só porque é
amado, o grande lance ou objetivo da vida é amar, saber
amar. O ser mais feliz do mundo é o que mais ama.
O amor vivido assim é um processo de evolução
a dois que promove um crescimento espiritual, como que levado
delicadamente pela mão do ser amado ao encontro de
si mesmo, maior presente que alguém pode oferecer a
um outro ser.
Amem-se de verdade, porque o amor do 3º milênio
é esse...
Com muito amor e carinho...
D.
F. Vettore - C.R.P.06/54778-0
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