5 de fevereiro de 2012
 






























VOCÊ É RESOLVIDO NO AMOR?

por Agenor F. Vettore
e Daniela F. Vettore

Leia o texto abaixo e veja se faz sentido para você.
A mistura de sinceridade total consigo próprio e sério compromisso com a verdade podem levar você a um amor que pode te dar o direito de viver um verdadeiro paraíso.
Vale a pena tentar!
Estes passos não têm a pretensão de fazer milagres e isso também não é tudo, mas pode ser uma boa trilha. É claro que depende de você querer isto para você verdadeiramente.

1. PARIDADE INTELECTUAL
Procurar parceiros da mesma faixa de vibração intelectual. Quanto mais próxima essa paridade, mais chances de um bom relacionamento. Normalmente funciona bem no âmbito das amizades, mas no amor é mais importante ainda. Dificilmente um relacionamento vai ser bom e verdadeiro enquanto não houver essa identidade. Melhor ainda quando ambos tiverem a mesma formação escolar e profissão, pois terão mais ainda coisas em comum. Sobre esse último ponto há controvérsias, e se você também não concorda, não desanime. Continue lendo, pois ainda há muitas outras coisas com as quais você vai concordar. Obviamente existem muitos casais felizes com profissões completamente diferentes, mas quanto mais gostos e idéias parecidas, melhor.
O ideal mesmo e ser um daqueles enamorados que são capazes de conversar horas a fio, e quando se separam o fazem a contragosto e no caminho, lembram que ainda faltava contar muitas outras coisas.

2. INVESTIGAÇÃO DO AMOR
Verificar se ama realmente seu parceiro(a), estabelecendo contato consigo próprio, prestando atenção em tudo que acontece com você e que tenha relação com o outro. O seu corpo de diversas formas lhe fala, o tempo todo, através das emoções e sentimentos. Mostra o quê? O óbvio, saudades, vontade de estar junto, de telefonar, lembranças de certas músicas, etc. Essas coisas que todo mundo sabe, mas que tem dificuldade de contatar e identificar.
Suas fantasias e seus sonhos, bem interpretados, são também sinais que fornecem boas informações.
Tente de todas as formas, o importante é ter absoluta certeza dos sentimentos de ambos. Muitos casamentos acontecem porque um ama muito e o outro gosta bastante. Isso não é suficiente e nunca irá existir um relacionamento completo.
Cuidado, mascaramentos muito comuns podem surgir em função de interesses, condições econômicas favoráveis, se não própria, de familiares, além da pressão que estes fazem, contra ou a favor. O melhor é seguir seu coração.
Cuidado também com sentimentos de piedade, conformismo, culpa, ou mesmo a cômoda segurança ou o famoso "devo obrigações" que arrastam a relação para um casamento já condenado.
Caso descubra que é mera ilusão, ou se têm dúvidas, o melhor é romper. Este é sempre um indicativo negativo; no verdadeiro sentimento você sempre tem certeza do que sente. Se há dúvidas e um rompimento ocorre, não se preocupe, você vai saber se deve voltar ou não. Além disso, se o outro tiver verdadeiros sentimentos também, vai compreender o que está acontecendo. Se for esse o caso volte.
Evite nessa fase fazer amor, antes que haja certeza total dos sentimentos de ambos; nesta fase de namoro, o sexo pode mascarar a realidade, confundindo a cabeça, dificultando a compreensão de saber se o que acontece é um sentimento verdadeiro, pois muitos casais confundem prazer sexual com amor e acabam se casando. Então quando a paixão acaba, percebem que era só sexo.
Essa questão é mandatária, ambos têm que sentir total segurança, tendo a certeza de que estão com a pessoa certa e que nenhuma outra interessa.

3. AJUSTAMENTO SEXUAL
Quando os itens 1 e 2 estão OK, a questão sexual flui maravilhosamente, mas caso seja necessário, é possível uma aproximação dessas energias. Como?
Conversando muito, abertamente sobre todos os seus valores, o mais intimamente possível. Só assim vão se conhecer e quebrar as barreiras e preconceitos, se soltando completamente num clima de muita sublimidade, deixando acontecer uma verdadeira intimidade, imprescindível para se viver um amor de verdade.
Isso é importante porque mesmo havendo muito amor e até uma paridade intelectual compatível, se o casal não conseguir essa intimidade, não irá se conhecer total e verdadeiramente.
Veja que estamos falando o tempo todo de absoluta verdade, de você para com você mesmo, de você para com o outro, do outro para com ele próprio e dele para com você. Esse tem que ser o ponto base do relacionamento.
Fazer amor sem promiscuidade, mas falando e realizando as fantasias, sem culpa, sem medos ou preconceitos. Com muita pureza de alma, que cabe perfeitamente no sexo e o deixa leve, deixando uma brecha para que a energia divina complemente a relação. Ou seja, não é a forma física de praticar o amor que conta, e sim a intenção de viver o amor em toda sua plenitude. É um momento livre, totalmente natural e solto, onde você é você mesmo, simplesmente manifestando todo o seu sentimento.

4. PRATICANDO A VERDADE SEMPRE
Como não poderia deixar de ser é necessária a prática da verdade total, como já exposto acima. Isto implica em ser verdadeiro um para o outro o tempo todo, na fidelidade, honestidade, lealdade, cumplicidade, enfim em tudo. Haja o que houver não importa, tudo tem que ser compartilhado, até as pequenas e insignificantes coisas, sendo esta praticada pelo prazer de estar compartilhando, e não como controle.
Neste estágio pode acontecer de ambos viverem uma fusão de almas, mentes e corpos, com entrega total e incondicional, e embora cada um tenha sua vida individual, estão tão ligados que parecem viver uma só, gerando muita confiança entre si, mesmo que estejam eventualmente separados pela distância.

5. INVERSÃO DE PAPÉIS
Inverter sempre as posições, se colocando um no lugar do outro, sentindo na própria pele o problema do parceiro, compreendendo melhor as duas posições. Isto evita o já conhecido "a culpa é sua", tão comum nos relacionamentos, que é cômodo e rancoroso. Rancor gera rancor, amor gera amor (Veja Texto II - Postura amorosa e rancorosa, em breve no Saúde Informações). Antes de mais nada é importante olhar para si próprio admitindo honestamente seus erros, se possível com humildade, o único caminho para o reconhecimento interior, proporcionando benefícios para si e para o relacionamento, pois assim você estará trabalhando o seu autoconhecimento e preservando o outro de acusações nem sempre verdadeiras, evitando ofender o senso de justiça do outro.
A crítica só destrói, e lembre-se que há formas e formas de se expor idéias e fatos e, às vezes, estas são tão delicadas que devemos ter o dobro de atenção para não magoar o outro.

6. AMOR TRANSCENDENTAL
Grande parte do tempo que passamos com a pessoa amada, entre carícias e agrados, há muita conversa, fazemos verdadeiras viagens mentais, aprendendo juntos a sonhar, filosofar, caminhando à beira da praia, ou ouvindo música, ou praticando meditação, esporte, etc.
Aqui se percebe que ambos se gostam, se admiram, se respeitam, se amam, têm atração sexual permanente, vivem um bem querer, etc.
Por isso é tão importante que a paridade intelectual (ou o Q. I.), a vibração mental seja bem pertinente, pois os gostos, a filosofia de vida e a forma de vê-la, propiciam mais chances de se aproximar, facilitando o conviver em pé de igualdade, sem complexos de inferioridade de um em relação ao outro, e evitando outros problemas que surgem quando há grandes desigualdades.
O amor é um processo energético, orgânico vivo, e como tal deve receber cuidados, ser retroalimentado, valorizado em todos os sentidos, corpo, mente e também alma, incluindo Deus e tudo que é divino e puro no relacionamento. Dessa forma atinge-se uma fase em que, se a paixão abranda, porém ambos aprenderam a se amar espiritualmente, esta paixão vira um detalhe menor, fazendo com que nada falte nunca. Quando acontecer ótimo, quando não, ótimo também. Não há falta, se bastam.
Esse amor pode ainda crescer. Esse crescimento é infinito, e basta acreditar nisso, para que ele atinja sempre níveis mais profundos e mais sublimes, podendo alcançar esferas de afinidades inimagináveis, posto que é infinito.
O altruísmo praticado nos dois sentidos, um sempre se preocupando com o outro, acolhendo nos momentos difíceis, dando apoio necessário, de forma incondicional, mesmo nas piores fases da vida, garante a sobrevivência física e emocional do casal. O amor gera o altruísmo e este realimenta o amor, proporcionando felicidade, plenitude e bem-estar. A ausência dessa prática gera egoísmo, e isto leva ao distanciamento.
Um bom exemplo é o homem sexualmente maduro que encontra prazer em dar prazer à mulher amada e o fato é recíproco.
Ninguém é mais feliz só porque é amado, o grande lance ou objetivo da vida é amar, saber amar. O ser mais feliz do mundo é o que mais ama.
O amor vivido assim é um processo de evolução a dois que promove um crescimento espiritual, como que levado delicadamente pela mão do ser amado ao encontro de si mesmo, maior presente que alguém pode oferecer a um outro ser.
Amem-se de verdade, porque o amor do 3º milênio é esse...
Com muito amor e carinho...

D. F. Vettore - C.R.P.06/54778-0
avettore@zipmail.com.br




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